domingo, 1 de outubro de 2017

O Último Delírio de Van Gogh!

Meu texto, o último delírio de Van Gogh, ganhou uma bela montagem, numa versão curta, com o ator Rafael Mannheimer, para alegria do teatro carioca. No entanto, segue aqui o texto, recheado com fotos do ator, feitas pelo fotógrafo Marcello Vale, com figurino customizado pelo artista visual Duda Simões, supervisionado pela diretora de arte Alexandra Arakawa... Vamos de Van Gogh?

Foto: Marcelo Valle

O Último Delírio de Van Gogh
Autor - Jiddu Saldanha
Gênero - Drama

SINOPSE
Sozinho, num quarto frio, Van Gogh, recebe a notícia de que seu irmão, Theo só vendeu um único quadro seu. Delirante, com fome, com frio e sentindo-se completamente nu e desprotegido, Van Gogh tem um surto de depressão. Ele mergulha fundo em si mesmo, buscando uma razão para ressurgir das Cinzas.

CENÁRIO
Foto: Marcelo Valle
Apenas um cavalete de pintura, alguns pincéis e um quadro mal acabado que só aparece de lado para o público. Uma mesa no meio do palco, com um bule de café e umas xícaras. Um cesto de frutas, bem arranjado...

FIGURINO
Considerando que a cena é um delírio, deixo ao diretor a discussão sobre como a peça será abordada. Minha sugestão é que o figurino seja uma releitura pós-moderna da figura de Van Gogh, respeitando apenas alguns signos que o conecte com a essência vangoghiana.

CENA I
(Abre o pano, um auto retrato de Van Gogh é a primeira imagem que o público vê.  Van Gogh salta de dentro da tela, criando vida, em seguida, inicia uma conversa com seu irmão, Theo. Mas a figura de Theo é totalmente invisível para o público, ja Van Gogh, parece comunicar-se com o irmão e, durante este processo, a figura imaginaria de Theo, hora parece estar longe, outras vezes parece materializar-se, mas tudo como se fosse um grande surto).

Van Gogh - Theo, meu irmão, se eu fosse escrever uma nova carta agora, te contaria este sonho. Sabe quando você pensa que está acordado, mas na verdade, está dormindo? Foi bem isso que aconteceu comigo a alguns instantes. Eu tive um sonho bem suave e bastante bom. Acho que o criador me deu de presente, este momento, de maneira que acordei relaxado e tranquilo. Ouvindo apenas o silêncio dessa manhã. Parece que alguém caminhava no sótão, e o barulho das tábuas eram escandalosos e faziam uma espécie de acompanhamento musical para meu sonho. Então, foi como se eu saísse pela chaminé e pairasse numa grande sala, no céu, feita só de nuvens. Eu fui parar nos cantos e contemplei, com meu olhar milimétrico, cada espaço, cada lugar, desta "sala de nuvens".
É isso, Theo, você não tem ideia de como é bom minha alma habitar meu ser, morar dentro de mim e, com esses olhos, poder ver as coisas que eu vejo. Eu sei que sou um anjo. Sou um anjo que habita meu próprio corpo, mas quando me concentro, posso viajar pelas nuvens. Elas ficam bem sólidas e eu posso até pisar nelas. Com certeza não caio, e eu posso até me equilibrar por elas e ver, de lá de cima, tudo o que há de mais belo. Em seguida, meu corpo atravessa a amplidão e começo a pintar, na minha imaginação, tudo o que vejo. Theo, eu vejo um mundo cheio de cores, de luz. Outro dia, andei a esmo pelo vilarejo e, roubei, com meus olhos, uma cesta cheia de frutas. Minha alma foi até a cesta,  e eu reparei que estavam maduras. Bem maduras. Um mamão bem doce, uma maçã verde, uma pera e um pedaço de mamão cortado. Aquilo ficou na minha mente e parece que desceu pelo meu corpo, sabe? Foi percorrendo minha pele e ficando tatuada no espaço. Parecia uma forma concreta, uma espécie de escultura e tudo tão nítido. (Muda bruscamente de expressão)!

Foto: Marcelo Valle
Em? O que você disse? Como foi que eu percebi que o mamão estava doce? Não, Theo, claro que não, de maneira alguma, comer aquele mamão seria um ato de canibalismo, entende? Não... não... não Theo, eu não comeria aquele mamão, jamais comeria aquele mamão. Porque você está falando assim comigo? (Tem uma crise convulsiva). Pare, pare por favor, aquele mamão cortado doce era doce muito doce eu sei que era, você tem que parar de me desmentir. Pois então eu vou te falar a verdade (faz ar de suspense). Eu pintei, eu pintei sim... pintei aquela natureza morta porque ela estava viva... eu a vi de uma janela (grita e chora) ela era tudo naquele momento. É assim que eu sou, foi isso que eu vi, foi isso que eu senti. Ninguém pode dizer que não vi, porque eu vi, porque eu vejo. É isso, eu vejo um mundo que escorre pelos meus dedos, tudo parece fugir de mim, no entanto eu posso te dizer, que, de fato, tive um sono especial hoje. Fui levado para o céu, para um quarto de nuvens. Minha alma, habitava meu corpo de uma outra forma, ela queria se expandir, explodir, saltar para fora de mim, Theo, você não imagina o quanto isso me faz viver, pulsar, criar... borrar a tela, jogar tinta e mais tinta sobre tinta, preencher cada espaço deste céu na tela branca...
Mas eu preciso te lembrar uma coisa, algo que ficou estranho, enquanto eu sonhava. Era
Foto: Marcelo Valle.
eu? Não era eu? Sinto um desespero ao te narrar esta cena agora e ainda não sei se vou colocar isso numa carta. Eu estou muito cansado. Estou morto de medo, porque eu só queria mesmo é o direito a este descanso, para sempre. Poder ir para o céu e passear nas nuvens. Eu estou completamente sem chão aqui na terra! Você sabe do que estou falando. Eles sabem do que estou falando, todos sabem o que estou falando. Apenas eu não sei. Porque sou guiado por uma força dentro de mim, que não controlo. Ela apenas manifesta minha dor e minha criação, mas não diz nada para mim. É isso, ela diz de mim mas não diz para mim. (pausa) Então, eu me calo, eu fico taciturno, pensativo. Fico em silêncio e fumo meu cachimbo o tempo todo. O gosto de tabaco na boca, é o gosto que me resta, desta vida e eu, eu, Theo, não sei para onde estou indo. Não sei onde vou parar, não sei o que está acontecendo comigo enquanto tento te explicar, nesta carta que não irei escrever. São momentos da vida que a gente sabe que está vivo mas não sabe se tem uma vida pra viver. Você me entende? Porque tudo é tão passageiro e tudo está passando tão rápido. Eu adormeço e acordo todos os dias, aí eu pinto um novo quadro, eu fico debruçado no meu mundo de cores, eu fico sentindo dor nos ossos, frio, muito frio e aí eu te pergunto. Faz sentido tudo isso? Eu vou sobreviver a isso?

Foto: Marcelo Valle.

CENA II
Van Gogh parece ter certeza de que seu irmão, Theo, está mesmo presente e começa a falar com ele como se sua imaginação realmente o percebesse de forma bem real, apenas para ele, não para o público. A cena toda precisa ter um caráter Onírico e um grande delírio que mistura o poético e o psiquiátrico).

Van Gogh - Tantas vezes escrevi pra você Théo, tantas vezes, veja aquele azul, veja aquele azul. O azul nunca foi a minha cor preferida eu nunca quis ficar mutilado assim, foi surto criativo. Tudo o que fiz até aqui, não passou de surto criativo... Eu sou mais do que isso... Eles não entendem a criação... Os empresários só falam de dinheiro, de valores, de quanto custa, mas a criação, Theo, a criação é algo divino.. (Pausa) Não... não... não falo de Deus, falo de mim, da minha alma conturbada do meu coração, essa fonte por onde jorra essa maldita cor AZUL. Mas eles não entendem isso, Theo, queime esses quadros, queime tudo! O meu azul não pode ser contaminado por esta ganância... todo o dinheiro do mundo não pode comprar meu azul...
*
Eu não quero mais pintar assim, eu quero apenas ver, sentir, eu quero estar dentro disso, porque é dentro disso que eu me vejo luz, eu quero algo que dialogue com a minha víscera, entende? Eu quero ser Van Gogh, eu não quero ser aquele que todo mundo conhece, eu quero ser apenas Van Gogh! (Abre uma gaveta e tira vários retratos quebrados e fotografias velhas, enquanto olha, vê uma foto de Gaugin).
Gaugin, Gaugin... saia daqui com este seu amarelo.
Eu sou único, só existo porque sou azul...  mas eu não quero o azul e esse amarelo é meu, entendeu bem? Ele é só meu, você está apagando meu olhar. Não aguento mais te ver na minha frente. Eu juro que vou incendiar tudo e vai ser agora.... (Corre pela sala com uma caixa de fósforos na mão, em seguida, para e pensa na navalha)... a navalha, cadê minha navalha? Eu quero fazer a barba... minha barba, minha navalha! Eu não quero o azul, eu não quero o amarelo de Gaugin. (solta um grito quase mudo, mas que expressa profunda dor) Theo, Theo, Theo... eles ficam rindo de mim, Theo, todo mundo fala que só vendi um quadro. É assim que falam de mim, todos os dias eu por toda a eternidade eu ouço essa estranha voz que me chama de fracassado! Eu não aguento mais! Onde está o absinto? Eu quero beber eu vou beber... (encontra a garrafa completamente vazia e leva um longo tempo para sentir um único gole pingar na sua língua).
*
Os Franceses estão sempre falando mal de mim, Theo. Paris não significa nada, aqui é muito cinza, a bebida é ruim as prostitutas são só bonitas  e mais nada. São peças de decoração pra você enfeitar a solidão. Isto é Paris, essa é a vida que eu levo... mas Gaugin, não, ele não presta, ele é mentiroso, ele não paga as despesas e está sempre brigando comigo. (dá um grito como se tivesse chamando por Gaugin). Gaugin? Gaugin? (pausa) tá vendo? Ele me ignora. Finge que tá dormindo só pra não falar comigo. Ele tem inveja dos meus quadros. Ele inveja meu Azul, eu sei que inveja porque ele nunca usa o azul em seus quadros (dá uma forte gargalhada). Mas eu não tenho medo dele, eu coloco quanto amarelo quiser, eu odeio o amarelo de Gaugin. Aquilo pra mim é um verde limão disfarçado... (começa a chorar com saudade de Gaugin).
Theo, Gaugin foi embora, Theo... me deixou aqui, sozinho. Cadê minha navalha, eu quero
Foto: Marcelo Valle.
fazer a barba. Eu quero fazer a barba (Coloca uma bacia com água sobre a mesa e faz um ritual, como se tivesse cortando a própria orelha até soltar um grito estridente).
Miséria, é isso o que sinto, a miséria da vida, do mundo, das pessoas. Eu não sei mais o que é a alegria de pintar e mesmo assim eu borro a tela com minha solidão, meu medo, minha dor e meu sangue. (Esfrega o sangue da orelha sobre a tela. Para e olha por um longo tempo e começa a sorrir, parece uma criança feliz).
O vermelho, o vermelho. Porque eu ignorei esta cor por tanto tempo. Ela é linda, ela combina com o que está dentro de mim. É assim que eu sou, eu sou tudo isso, eu sou essa força. Eu sou essa fragilidade. Eu sou essa verdade. Eu sou essa mentira. Eu sou essa merda toda, esse húmus plantado no universo de tudo. Eu sou tudo, eu sou a flor do desespero, eu sou a cor de todos os delírios, eu sou a força do dragão, a luz da escuridão, a eternidade, o efêmero, o passado o futuro, eu sou a arte... eu sou arte...  (Abre a cômoda e pega um revólver) eu... eu... sou... Van Gogh. (aponta a arma para o coração).

PANO

Jiddu Saldanha
Cabo Frio - 2015 / 2017.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

SOPA - A Performance. TCC - Teatro Cabofriense de Comédia - nova fase.

O desenvolvimento da linguagem cênica, passa por olhares diversos, que não só, e, apenas, o olhar cênico tradicional. O teatro, como o cinema e tantas outras formas de manifestação artística, são olhares e nada mais. No caso de Cabo Frio, olhares que perpassam a URBE-PRAIANA, essa profundidade abissal de formas que se transformam, conforme a cidade mergulha em seu próprio caos. Afunda e emerge, ao mesmo tempo, criando uma espécie de ciranda das essências.
Este é o material dispendido na linguagem da performance "SOPA" que estreou no Centro Cultural Lagos, nas Palmeiras - Cabo Frio, no show da cantora Sarah Dhy, dia 29 de abril de 2017, interpretando a música "Infinito Particular" de Maris Monte. 
O trabalho, desenvolvido pela atriz e estudante de artes visuais, Nathally Amairá, foi repetido no Cine Mosquito 65, dia. A concepção básica deste trabalho é para espaços onde a treatralidade, muito mais que constituída, é construída, em função do ambiente onde a proposta se desenvolve. Com "direção conceitual" de Jiddu Saldanha, é um trabalho cuja visibilidade se constrói, a partir da relação entre atriz, espaço, e platéia, para, assim, fazer brotar o momento cênico.

Sopa - A Performance 
Atuação conceitual - Nathally Amariá Andrade
Direção conceitual - JIddu Jiddu Saldanha
Realização: TCC - Teatro Cabofriense de Comédia 
Música: Infinito Particular - Marisa Monte 
Foto: jidduks
Estreia - No Centro Cultural Lagos - Cabo Frio / RJ

Sopa - A Performance 
 Atuação conceitual - Nathally Amariá Andrade
Direção conceitual - JIddu Jiddu Saldanha
Realização: TCC - Teatro Cabofriense de Comédia 
Música: Infinito Particular - Marisa Monte 
Foto: jidduks
Estreia - No Centro Cultural Lagos - Cabo Frio / RJ

sábado, 22 de abril de 2017

Sanderson Lucas - Nômade em sua própria morada!

Por Jiddu Saldanha, blogueiro
www.jiddusaldanha.com.br 

Na praça ao lado do Teatro Municipal, 
Sanderson mostra sua 
produção, enquanto vai contando 
a história de cada uma delas! 
Foto:Jidduks
Caminho pelas ruas e praças de Cabo Frio e vejo a bela luz de uma cidade praiana, castigada pela política cruel dos "coronéis". Mas no meio disso tudo, um herói anônimo, circula pelas praças. Sua arma não é o escudo do capitão america, tão  pouco o martelo de thor. Sanderson carrega um arsenal diferente: Canetas coloridas, Giz de Cêra, Carvão e papel, muito papel, onde produz sua arte, sua obra e onde reinventa sua vida cotidiana. 
Nômade, ele diz que seu lugar preferido é a praça porto rocha: "Eu não consigo pintar e nem desenhar em casa, faço tudo em movimento, andando pelas ruas da cidade e, no final, sempre vou parar na praça Porto Rocha". É ali que ele expõe e vende seu trabalho, mas também circula pela cidade e mostra de forma direta, seus trabalhos que, vão, aos poucos, encantando os turistas e os cabofrienses. A liberdade de um artista criativo, um poeta do olhar, um guerreiro das tintas. 





Sanderson mostra seu trabalho para a jovem atriz e produtora, Madu.

Imagens belas que ajudam a construir uma imagem do artista e seu olhar!

Veja o filme e curta a arte de Sanderson Lucas, um artista nômade!

domingo, 12 de março de 2017

Os desenhos de Lara Rothier.

Por Jiddu Saldanha - Bloqueiro.

Pode-se dizer que Lara cresceu no mundo da arte, desde criança, me acompanhava nos shows de mímica e saraus do Rio de Janeiro. Algumas vezes, quando ela ainda era criança, chegamos a ser parceiros de palco, quer seja por simples acidente, uma ação espontânea que denunciava sua presença na platéia, ou, mesmo, algo combinado. 
Na medida que o tempo foi passando, Lara foi escolhendo seu caminho e experimentando seu próprio jeito de fazer arte. No Rio de Janeiro, até 2004, vez ou outra me acompanhava nos eventos da sua cidade natal, em casa, gostava de fazer seus desenhos e, desde muito cedo, já escrevia seus poemas. 

Lara Rothier - Desenho e sina...

Quando mudamos para Cabo Frio, em 2004 ela começou a construir seu próprio caminho artístico. Fez parte de inúmeras exposições coletivas junto com o coletivo Arte em Si Bemol e, posteriormente, passou a seguir sua própria energia artística a partir de relações amplas, na cidade.
Em 2012, estudou fotografia com Marcos Homem e, com uma câmera na mão, passou a registrar alguns eventos na cidade de Cabo Frio e foi a primeira fotógrafa a narrar, visualmente, as ações do OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio, que abriu as portas em 2013. Os eventos feitos pelo curso de teatro, em 2013, foram, a maioria, registrados pela câmera de Lara Rothier. Foi um período em que ela se entregou totalmente à atividade fotográfica até se concentrar nas atividades de desenho.
Sua paixão pelo desenho já era antiga. O mundo deu algumas voltas para que ela retomasse seu trabalho com a ponta do lápis.
Depois de morar 8 meses no Rio de Janeiro, em 2016, retornou para Cabo Frio, recuperando seu emprego, de secretária e recepcionista na loja de tatuagem do Adelmo, onde passou, também, a se interessar, novamente por desenho, desta vez, com o olhar cúmplice e crítico de seu patrão, que passou a a estimula-la a desenhar com dedicação e buscando o profissionalismo.
Atualmente, alterna enter o curso do professor e artista Anderson, além de passar muitas horas em casa, dedicando, seu tempo extra ao desenho, com sugestões de sua mãe, Christianne Rothier, artista, formada pelo Parque Laje, e seu pai, este que vos escreve, e que se dedica ao desenho e arte graftual.

Veja neste vídeo, alguns desenhos de Lara Rothier.



(Jiddu Saldanha - Bloqueiro)

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Vozes Primitivas - Ano 2000. A arte graftual dando seu voo...

Não me peçam pra fazer coisas que todo mundo faz, eu faço o que todo mundo diz que não faz, é nessa contradição que vive minha arte e por onde aporta minha solidão criativa. Os últimos anos andei me expressando no teatro e no audiovisual, mas meus pincéis nunca se calaram. Se não encontraram papéis para se manifestar, estiveram lá na minha mente, brincando com a minha transcendência de visitar a alma... 
Vozes primitivas, saíram do meu âmago e 2000 e 2001, a lembrança dessa dor criativa ainda me faz resistir, prendendo-as no armário da existência. Mas agora tá na hora de mostrar. A vida tá passando e essa paixão nunca me abandonou, então, é hora de seguir seguindo, reinventar-se inventando, presentear o passado com a memória do que sou agora, num outro soco de estômago pedindo comida de arte, comida de amor, comida de paz!
Até onde posso criar, crio - Foto: Christianne Rothir
Ateliê da rua Soares Cabral - Rio de Janeiro - 1999

VOZES PRIMITIVAS é um conjunto de obras que pintei no ano 2000. A partir de uma matriz em tela, que virou uma obra independente, gerei mais 44 peças em papel, utilizando a técnica de monocromia e aguada, sobre papel reciclado, conseguido, um ano antes, no Parque Laje - RJ
Foi uma alegria pintar essas obras, uma viagem dilascerante pelo meu mundo interno, as confusões da mente, as sensações que percorreram minha pele. Uma mistura de contemplação, sinestesia e ARTE GRAFTUAL, meu saboroso estilo, nascido das entranhas da minha alma e, portanto, batizada por mim mesmo.

UM CANTO, UMA VOZ, UM SENTIMENTO DE ENCANTO, É ASSIM QUE DEFINO MINHA COLEÇÃO "vozes primitivas".

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Vozes Primitivas - 16
Acrílica sobre papel Reciclado
42x29,5
Rio de Janeiro - Maio/Junho de 2000
Jiddu Saldanha
jidduks@hotmail.com


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Vozes Primitivas - 30
Acrílica sobre papel Reciclado
42x29,5
Rio de Janeiro - Maio/Junho de 2000
Jiddu Saldanha
jidduks@hotmail.com



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Vozes Primitivas - 12
Acrílica sobre papel Reciclado
42x29,5
Rio de Janeiro - Maio/Junho de 2000
Jiddu Saldanha
jidduks@hotmail.com



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Vozes Primitivas - 13
Acrílica sobre papel Reciclado
42x29,5
Rio de Janeiro - Maio/Junho de 2000
Jiddu Saldanha
jidduks@hotmail.com